O setor da metal mecânica dedica-se à transformação de metais, como aço, ferro, cobre e alumínio, em produtos acabados para outros setores. 

Com isso, há o manuseio de máquinas pesadas, materiais cortantes, soldagens, entre outras operações que são perigosas à saúde dos colaboradores. 

Nesse sentido, faz-se imprescindível o uso dos EPIs, para evitar que acidentes ocorram  ou ainda diminuir a lesão dos acidentes. 

Fique conosco neste artigo, para entender os principais EPIs para o setor de metal mecânica, bem como a contribuição da JGB® Equipamentos para este setor. 

Principais acidentes de trabalho sofridos por colaboradores do setor de metal mecânica

Normalmente, este setor trabalha com lugares quentes, máquinas e materiais perigosos, sendo necessário o suporte da empresa para amenizar os riscos, seja através de equipamentos modernos e menos perigosos ou até mesmo do uso obrigatório de EPIs. 

Assim, para escolher corretamente qual EPI deve ser utilizado, é necessário fazer um mapeamento de quais riscos estão presentes no ambiente de trabalho, que podem ser:
 

Cortes e lesões por manuseio de materiais

Comumente, os trabalhadores da metalurgia lidam com cortes e perfurações em razão de precisar manusear objetos cortantes, como por exemplo lâminas, bordas de chapa e ferramentas de corte, além de outros materiais afiados. 

Desta forma, há também o risco de rompimento de ligamentos, músculos e tendões ao usar as ferramentas de corte, assim como risco de queimaduras nas extremidades. 

Lesões oculares

Uma das lesões mais comuns do setor metal mecânica é a lesão ocular, o que pode afetar a sua vida pessoal e profissional de forma definitiva. 

Os ferimentos podem vir de origens como respingos de produtos químicos, poeira, fragmentos de metal, fumaça, e demais vestígios lançados pelas máquinas. 

Lesões na pele

Com a exposição à radiação UV, pode haver danos na pele, como envelhecimento precoce e até mesmo queimaduras. 

Queimaduras térmicas

As queimaduras são uma das lesões mais comuns no setor metal mecânica, em razão da constante exposição a altas temperaturas, principalmente durante o processo de soldagem, corte a plasma e forjamento. 

Lesões respiratórias

A constante exposição a gases tóxicos, fumos e poeiras, colaboradores podem desenvolver asma ocupacional e pneumonia química. 

Da mesma forma, pode causar também mal-estar, sufocamento e demais problemas pulmonares que poderão acompanhar o colaborador para o resto da vida.

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Lesão por ruído excessivo

Muitas máquinas do setor metal mecânica são ruidosas, sendo que a exposição prolongada aos ruídos pode provocar lesões na audição dos colaboradores, além de causar perda auditiva, estresse e dificuldade de concentração.

Da mesma forma, as vibrações são muito prejudiciais à saúde, podendo causar alterações neurovasculares nas mãos e até em casos mais graves a osteoporose. 

Risco ergonômico

Muitos profissionais da área da metalurgia são condicionados a trabalhar em posturas inadequadas, além de baixa iluminação, levantamento de cargas muito pesadas, etc., o que pode causar doenças ocupacionais. 

Critérios para a escolha dos EPI’s

Adequação ao risco

O EPI deve se enquadrar exatamente no risco identificado, como, por exemplo. luvas para soldagem são diferentes de luvas para manuseio de metais cortantes.

Conforto e ergonomia

Um EPI desconfortável dificilmente será usado corretamente pelo trabalhador. Por isso, é importante considerar o ajuste, peso e material do equipamento para garantir a mobilidade  e evitar a fadiga. 

Durabilidade e manutenção 

EPIs que se desgastam rapidamente ou são difíceis de limpar e conservar tendem a ser descartados ou usados de forma incorreta. Opte por produtos que tenham boa durabilidade e sejam fáceis de manter. 

Treinamento e orientação 

A escolha dos EPIs deve vir acompanhada de treinamento para os trabalhadores, explicando o uso correto, cuidados, e a importância de utilizá-los sempre.

💡Leia também: Análise de risco: o que é e quais os primeiros passos?

Principais EPI’s para o setor de metal mecânica

Protetor facial 

O protetor facial é indispensável para a proteção dos olhos e face, sendo que o protetor facial incolor da JGB, por exemplo, é composto de um visor confeccionado de policarbonato incolor, com cerca de 500 mm de altura e 250 mm de largura, fixado a um suporte de alumínio em forma de arco dotado de canaleta que se encaixa na aba do capacete.

Além disso, é incolor e atende à norma técnica ANSI.Z.87.1, sendo recomendada especialmente para situações onde há projeção de partículas volantes. 

Luva em vaqueta

A luva auxilia a evitar cortes e perfurações, sendo que a luva de vaqueta é extremamente indicada para trabalhos mais sensíveis e para quem tem mais sensibilidade ao toque. 

É comum que alguns profissionais se queixem do desconforto ou achem que não é necessário utilizá-la, porém, em certos trabalhos ela é essencial e muitas vezes obrigatória, sendo dever do empregador fiscalizar o uso correto. 

As luvas em vaqueta da JGB, por exemplo, são extremamente confortáveis e seguem um alto padrão de qualidade, com reforços de palma e dedos e elástico embutido no dorso. 

Além disso, apresenta excelente desempenho para riscos térmicos e mecânicos, com ótima respirabilidade. 

Avental para respingo de metais

O Avental em Vaqueta, com linha de costura de alta resistência térmica e mecânica, é um avental de segurança solda, chamas e respingos de metais em fusão. 

É excelente para proteção em situações de temperaturas, onde haja necessidade de boa resistência térmica e mecânica para riscos e soldagem, calor de contato, calor convectivo, calor radiante, abrasivos e escoriantes.

Preenche os requisitos das normas técnicas ISO 11611 – Riscos de Solda e Processos Similares ISO 11612 – Riscos Térmicos.

Medidas de controle de risco no setor de metal mecânica

Além do uso de EPIs específicos, é importante o uso de medidas de controle de risco para garantir a eficácia na prevenção de acidentes, sendo que há uma ordem hierárquica nas medidas. 

A primeira seria a eliminação do risco, de forma a remover totalmente a fonte do perigo, como, por exemplo, substituir um processo manual por uma máquina automatizada. 

Em segundo lugar, a opção de trocar materiais, equipamentos e/ou processos perigosos por outros menos arriscados, como, por exemplo, usar um metal menos tóxico ou uma ferramenta com menor risco de cortes. 

Em seguida, há a opção de instalar controles de engenharia, de forma a modificar equipamentos ou ambientes para reduzir o risco. Exemplo: instalar proteções mecânicas em máquinas, sistemas de exaustão para fumos tóxicos, etc.

Por último, o uso de controles administrativos também são importantes, como alterar a forma de trabalho para diminuir a exposição e, por exemplo, fazer um rodízio de tarefas para evitar fadiga, a implantação de procedimentos seguros, etc. 

Exemplos práticos de controle no metal mecânico

  • Proteção contra cortes: instalação de protetores nas lâminas e uso obrigatório de luvas anti-corte;
  • Redução do ruído: uso de barreiras acústicas e manutenção adequada das máquinas;
  • Exposição a fumos de soldagem: sistema de exaustão localizado próximo à fonte e uso de respiradores;
  • Prevenção de impactos: capacetes com ajuste correto e calçados com biqueta reforçada. 

Chegamos ao final deste artigo sobre dicas para escolher os EPIs corretos para a metalúrgica. Se você deseja conhecer todos os produtos da JGB Equipamentos para o setor metal mecânica, clique aqui. Até mais!