Nem sempre os riscos à saúde estão associados a grandes acidentes. Muitas doenças ocupacionais são silenciosas, crônicas e totalmente evitáveis com a utilização correta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). 

“De acordo com dados do eSocial, compilados pelo Observatório de Saúde e Segurança do Trabalho (SmartLab MPT/OIT), só em 2023 o Brasil registrou 499.955 acidentes de trabalho, sendo 2.888 fatais .”

De acordo com o Ministério da Saúde, diversas patologias estão entre as mais notificadas nos sistemas de saúde do trabalhador e poderiam ser prevenidas com EPIs adequados à atividade exercida.

Entre as principais doenças ocupacionais evitáveis estão:

  • Dermatites de contato: provocadas por agentes químicos e irritantes. Evitáveis com luvas e vestimentas adequadas.
  • Perda auditiva induzida por ruído (PAIR): relacionada à exposição a ruídos intensos. Pode ser evitada com protetores auriculares certificados.
  • Pneumoconioses (como silicose e asbestose): resultantes da inalação de poeiras minerais. Exigem respiradores com filtros PFF2 ou PFF3.
  • Intoxicações químicas: causadas por contato ou inalação de substâncias tóxicas. Preveníveis com respiradores químicos e luvas.
  • LER/DORT: lesões causadas por movimentos repetitivos e posturas inadequadas. Preveníveis com ajustes ergonômicos e EPIs apropriados.
  • Cânceres ocupacionais: associados à exposição a substâncias cancerígenas como amianto e benzeno. O uso de roupas impermeáveis e proteção respiratória é essencial.

Neste artigo, você vai entender:

  • Como os EPIs atuam na prevenção de doenças ocupacionais
  • O que dizem as principais normas, como a NR-06
  • Por que conforto e ergonomia também são fatores críticos
  • E como a JGB pode ajudar sua empresa a fazer escolhas mais seguras e eficientes

Setores Econômicos com mais comunicações de acidente

  • Atividades de atendimento hospitalar – 698.722
  • Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios – hipermercados e supermercados – 252.914
  • Transporte rodoviário de carga – 183.818
  • Administração pública em geral – 175.114 
  • Construção de edifícios – 160.954

Fonte: Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho

Como escolher o EPI ideal

Se você quer proteger sua equipe e evitar afastamentos, passivos trabalhistas e perdas de produtividade, comece agora pela base: conhecer e utilizar o equipamento de proteção individual correto para cada função.

Os equipamentos de proteção individual não são meros acessórios: são barreiras físicas e tecnológicas que preservam a integridade do trabalhador diante de aerossóis, ruídos e impactos.

  1. Mapeie os riscos

Use uma Análise Preliminar de Riscos (APR) para identificar os agentes físicos (calor, vibração), químicos (poeiras, fumos, gases) e mecânicos (impactos, cortes).

  1. Verifique a conformidade

Certifique-se de que cada EPI atende às normas aplicáveis:

  • Capacetes com certificação ISO 3873
  • Respiradores segundo EN 149
  • Luvas conforme EN 388/EN 407
  • Protetores auriculares em conformidade com a NR‑15
  • Óculos de segurança com selo EN 166
  • Calça, camisa, camisetas, capas de chuva e casacos

Acesse nossa página de Equipamentos de Proteção Individual para conhecer esses e outros produtos conforme o risco da sua operação.

  1. Priorize o conforto

O conforto no uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é um fator estratégico para garantir a adesão dos trabalhadores às práticas de segurança. Por isso, investir em EPIs ergonômicos e confortáveis não é um luxo, mas uma medida essencial de prevenção. 

Respiradores leves e bem vedados, por exemplo, permitem uso contínuo sem sufocamento ou dificuldade para falar. Capacetes com suspensão de quatro pontos oferecem ajuste firme e confortável, mesmo em movimentos bruscos ou durante uso prolongado. Luvas com forro respirável e design anatômico facilitam tarefas manuais com aderência e precisão, reduzindo o cansaço nas mãos.

As vestimentas de proteção também evoluíram para atender a esse desafio. Peças com tecidos respiráveis, flexíveis e de secagem rápida ajudam a controlar a temperatura corporal e a evitar assaduras, mesmo em ambientes quentes ou expostos ao sol. Uniformes com ajustes ergonômicos e zonas de mobilidade preservam a liberdade de movimento em atividades que exigem agachamento, subida em estruturas ou manuseio constante de ferramentas.

A negligência no conforto leva ao descuido: um trabalhador que sente dor ou superaquecimento tende a remover o EPI no meio da tarefa, expondo-se novamente ao perigo.

  1. Invista em Treinamentos

Distribuir equipamento de proteção individual, sem treinar os trabalhadores, é ineficaz e contra as orientações legais. Invista em treinamentos práticos, vídeos demonstrativos e check‑lists diários para reforçar o uso correto. 

Quando o colaborador entende como o EPI o protege, a adesão aumenta e o ambiente de trabalho se torna mais seguro. Faça inspeções regulares, substitua filtros de respiradores e revise cintas de capacetes conforme orientação do fabricante.

Saiba mais sobre a validade dos certificados dos equipamentos de proteção individual

Consultoria e produtos JGB: escolha certa de EPI para cada situação

Para resultados concretos, a escolha do equipamento de proteção individual deve ir além da mera pesquisa do preço de etiqueta: o barato pode sair caro. 

É fundamental levar em conta a durabilidade, o atendimento às certificações e requisitos exigidos pela legislação e a capacidade de proteger – de fato – o trabalhador do risco. 

Na hora de fazer a cotação, conte com apoio de uma equipe especializada que ajude a esclarecer todas as características, testes e requisitos do produto. Os consultores especializados da JGB visitam a empresa (ou atendem remotamente) para entender o tipo de risco e exposição. 

O compromisso da JGB vai muito além de simplesmente vender: envolve, cuidar de pessoas e da reputação de negócios, valores inegociáveis para a empresa em seus 40 anos de existência.

Conheça nossa história: quatro décadas investindo em segurança

Quer uma solução sob medida?

Empresas que cultivam a cultura de segurança e investem em equipamento de proteção individual de qualidade colhem resultados claros: menos afastamentos, maior produtividade  e possíveis processos trabalhistas. Além disso, fortalecem a imagem junto a órgãos reguladores e clientes.

Entre em contato com nossos consultores. Vamos mapear os riscos da sua atividade e entregar a combinação ideal de proteção eficiente, conforto e certificação, preservando a saúde de quem faz a diferença.

Fonte:

 Ministério da Saúde. Doenças Relacionadas ao Trabalho. 

Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho